
18/09/2017
As mudanças estão previstas para ocorrerem a partir de janeiro de 2018.
Estavam presentes representantes das entidades que integram o Conselho
– Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista – SBHCI,
Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular – SBCCV, Sociedade Brasileira
de Cardiologia – SBC e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia –
SBOT. Também participaram outros integrantes do Conselho: a Aliança Brasileira
da Indústria Inovadora em Saúde – ABIIS; a Associação Brasileira de
Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde – ABRAIDI; a Associação
Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos,
Hospitalares e de Laboratórios – ABIMO; e o Instituto Ethos.
“Seria importante a realização de um Fórum onde estivessem presentes a
classe médica e a indústria”, sugeriu o presidente da SBOT, João Maurício Barretto.
A gerente geral da SBCCV, Meryt Zanini, demonstrou sua preocupação sobre quais
serão os próximos passos, em relação ao apoio da indústria à educação
continuada dos profissionais médicos.
Ficou definido que no dia 18 de outubro será realizada uma reunião
extraordinária entre as entidades médicas e o Instituto Ética Saúde para dar
continuidade à pauta. “Das quase 600 denúncias do Canal de Denúncias do IES,
mais de 1/3 refere-se a ‘concessão de incentivos pessoais e/ou comissões para
indicação de prescrição de produtos ou uso de materiais’”, enfatizou o
presidente o Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, Gláucio
Pegurin Libório.
Para o diretor de Qualidade Assistencial da SBC, Walter Gomes, “é
fundamental levar o tema Compliance e Ética Médica para dentro dos cursos de
Medicina, urgentemente. Eles já têm que sair da faculdade com a mentalidade
diferente”. Segundo ele, é comum a prática antiética entre residentes. O
presidente da ABRAIDI, Sérgio Rocha encerrou esta parte da reunião reforçando
que “o pagamento para médico não tem que haver e é inegociável. O restante é
informação e transparência. Todos nós sabemos o que pode e o que não pode. O
erro está dos dois lados, as arestas precisam ser aparadas dos dois lados”,
finalizou.
Fonte: Instituto Ética Saúde