
12/06/2017
Muitas
organizações investem na estruturação ou aprimoramento de seu Programa de
Compliance com recursos próprios, realocando profissionais da área jurídica, de
gestão de riscos, auditoria interna, recursos humanos e qualidade. Outras
contam com o suporte de terceiros especializados, ou buscam modelos híbridos.
Organizações lucrativas e filantrópicas, brasileiras e estrangeiras, pequenas,
médias e grandes, enfim, um universo diverso e múltiplo tem se movimentado para
promover uma cultura de compliance. Na atual conjuntura, é fundamental
patrocinar e promover este tipo de iniciativa de forma contínua. O Compliance é
uma jornada. Se fosse projeto, teria começo, meio e fim. Mas o trabalho de
Compliance não tem fim. Ter esta ideia clara ajuda as empresas a entenderem
melhor o desafio de se implantar um Programa Efetivo de Compliance.
Uma pesquisa de nível de maturidade de Programas de Compliance nas organizações
demonstra que os elementos mais presentes são o código de ética, os
treinamentos e o canal de denúncias. Eles são parte de um Programa, mas por si
não fazem o Programa ser efetivo.
O primeiro movimento é operacionalizar e viabilizar elementos básicos, para então
a iniciativa ter continuidade, percorrendo os oito passos para um Programa
Efetivo de Compliance, garantindo, dessa forma, o devido monitoramento e a
retroalimentação do processo, sempre com foco na melhoria contínua.
Por exemplo, a empresa pode ter um código de ética, mas ele de fato é
compreendido por todos os colaboradores? Houve assimilação do conteúdo? As
regras estabelecidas são factíveis na prática e compatíveis com a realidade do
negócio? Os colaboradores incorporaram no dia a dia os elementos?
Os esforços e investimentos para estruturar Programas de Compliance são dignos
de destaque e os responsáveis devem ser reconhecidos por tal esforço com o
devido patrocínio da alta direção, tendo o suporte necessário para promover os
próximos passos desta jornada, além de permitir a evolução da maturidade do
Programa e a construção contínua de uma cultura de ética e compliance robusta.
(Fonte: Administradores - por Jefferson Kiyohara)